O trabalhoso bolinho de aipim
Eu e o Rodrigo, meu namorido, já citado aqui no TF antes, amamos de paixão
bolinho de aipim com carne
seca. O melhor que já comemos foi no Bar do André, que fica no
bairro de Nova Petrópolis em São Bernardo. Eu, com essa mania de aprendiz de
cozinheira, no ano passado quando estava fazendo um freela em uma empresa de
nutrição, peguei umas revistas de gastronomia para ter idéias de matérias e vi
um especial só de mandioca. Adivinha quem estava
lá? Ela mesma, a receita do bolinho de aipim com carne
seca.
Me empolguei! Catei a receita (da Revista Onde Comer) e fui com a
minha mãe ao mercado para comprar os ingredientes. No sábado à tarde, ia começar
a labuta, detalhe, sozinha. Esse é que é o perigo! Já havia deixando a carne
seca dessalgando no dia anterior, trocando a água, como mandava a receita.
Comecei cozinhando
as mandiocas e depois as amassando como purê. Aí fui cozinhar a carne seca com
os temperos, que a essa altura já estava ok. Olha, vou te contar, nunca tinha cozinhado carne
seca, ela é meio estranha, meio diferente, sei lá como explicar, mas fiz, depois
de apanhar um pouco, ela estava cozida. Aí veio a parte de desfiar, ai, ai, essa
é a minha perdição, desfiar é muito
chato...
Mas, como estava sozinha, não tive como passar a função burocrática ao meu ajudante,
eheheheh.
Desfiei e dei um fritado na panela com um pouco de tempero. Aí
veio a parte de juntar tudo, pois é, nem imaginava, mas junta tudo numa tigela e
mete bronca. A mandioca, a carne seca e mais algumas coisas como salsinha,
cebolinha e nem lembro mais o que.
Comecei a misturar com a mão
e estava pressentindo que aquilo lá estava ficando estranho, não
dava liga, não tinha um ovinho, um leite, sei lá, eheheheh. Mesmo assim, como já
disse, eu sigo a receita tim tim por tim
tim, então, fiz do jeito que estava escrito. A fase final era
passar no ovo e na farinha de rosca para depois fritar. Correto, fiz isso, não
muito bem feito, e nem muito redondos ficaram os meus bolinhos, mas cheguei à
panela com óleo quente.
Coloquei os danados no óleo e começou o engorduramento da cozinha
inteira, ah, minha mãe quando chegou, adorou ver óleo até no
teto, eheheheh. Finalizado esse processo, havia chegado a hora da verdade:
experimentar os benditos bolinhos. ![]()

Essa é a foto que estava na revista,
os meus
não ficaram assim!
Chamei meu namorado e minha mãe para o
teste... sabe, no bar eles servem o bolinho de aipim com carne seca, geralmente,
com uma pimentinha e um molhinho muito
gostoso, só que eu não consegui descobrir do que ele era... foi
sem molhinho mesmo. Meu namorado, como uma boa draga, comeu e gostou. Só que
minha mãe se atentou para um pequeno, mas importante, detalhe: eu não havia tirado da mandioca uma espécie de ‘fio’ que
ela tem, eu sei lá como chama aquilo, o que incomodava na hora
de comer. ![]()
Pessoal, isso não estava na
receita, como é que eu ia saber que esses tais ‘fios’ tinham que ser retirados,
poxa vida? Fiquei tão traumatizada com o trabalho que tive e com
o resultado que obtive, que, a partir de então, só como bolinho de carne seca
com aipim nos botecos e barzinhos da vida!
Um beijo com
gostinho de croquete!

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