Aventuras

Peripécias no feriado

Vamos lá para mais uma história... nesse último feriado de 7 de Setembro em que fomos pra praia . Ê beleza, praia, sol, cerveja, churrasco... era essa a nossa intenção. O sol esqueceu de ir pra praia e o churrasco não foi lá essas coisas! Eu explico.

Já contei em outro post uma das minhas muitas dificuldades culinárias: comprar carne . É, e realmente esse fator não me favoreceu no feriado. Estávamos eu e a Maria (pra variar) no supermercado tentando escolher no meio de tantas picanhas uma que estivesse com uma cara bem boa.

Eu amo picanha, mas prefiro vê-la já assada, hummmm... comprá-la crua é difícil. Mas, enfim, lembrei de uma coisa que minha mãe sempre me diz ao comprar picanha: "Ela deve ser pequena, quanto menor melhor e com uma generosa capa de gordura".

E aquilo ficou ecoando na minha pequena cabeça confusa: "Ela deve ser pequena, quanto menor melhor e com uma generosa capa de gordura", "Ela deve ser pequena, quanto menor melhor e com uma generosa capa de gordura". "Ela deve ser pequena, quanto menor melhor e com uma generosa capa de gordura".

Pois é, eu procurei, procurei e enfim, encontrei. Ou melhor, achei que tinha encontrado... compramos uma picanha de 1,3 kg já fatiada, porque faca com bom corte na praia é luxo. E vamos ao churras no sábado! Sem sol mas com cerveja gelada. Coloquei o sal grosso na picanha e bora colocá-la na churrasqueira.

Rodrigo, namoradão, me alertou: "Acho que está muito grossa, hein". Mas eu: "Não tá não, na minha vó a gente sempre faz assim" (mas lá tem alguém que entende de picanha, anta!!! ). Teimosa feito uma porta, porque além de estarem bem grossas as fatias, nunca comi uma picanha tão dura na minha vida . Quando acontecem os churrascos na casa da minha avó, a picanha é sempre macia, suculenta, deliciosa e a gosto do freguês.

Picanhas do Google
Picanha crua da Quitandinha e assada do Sujinho!

A nossa foi um total desastre ! Nem os dentes do lobo mais astuto conseguiriam mastigá-la! Pelo menos a lingüiça e os bifes de contra filé estavam bons e a caipirinha show de bola... alguém aí pode me ensinar a comprar picanha, por favor?

Um beijo com gostinho de picanha!

O trabalhoso bolinho de aipim

Eu e o Rodrigo, meu namorido, já citado aqui no TF antes, amamos de paixão  bolinho de aipim com carne seca. O melhor que já comemos foi no Bar do André, que fica no bairro de Nova Petrópolis em São Bernardo. Eu, com essa mania de aprendiz de cozinheira, no ano passado quando estava fazendo um freela em uma empresa de nutrição, peguei umas revistas de gastronomia para ter idéias de matérias e vi um especial só de mandioca. Adivinha quem estava lá? Ela mesma, a receita do bolinho de aipim com carne seca.

Me empolguei! Catei a receita (da Revista Onde Comer) e fui com a minha mãe ao mercado para comprar os ingredientes. No sábado à tarde, ia começar a labuta, detalhe, sozinha. Esse é que é o perigo! Já havia deixando a carne seca dessalgando no dia anterior, trocando a água, como mandava a receita.

Comecei cozinhando as mandiocas e depois as amassando como purê. Aí fui cozinhar a carne seca com os temperos, que a essa altura já estava ok. Olha, vou te contar, nunca tinha cozinhado carne seca, ela é meio estranha, meio diferente, sei lá como explicar, mas fiz, depois de apanhar um pouco, ela estava cozida. Aí veio a parte de desfiar, ai, ai, essa é a minha perdição, desfiar é muito chato...

Mas, como estava sozinha, não tive como passar a função burocrática ao meu ajudante, eheheheh.  Desfiei e dei um fritado na panela com um pouco de tempero. Aí veio a parte de juntar tudo, pois é, nem imaginava, mas junta tudo numa tigela e mete bronca. A mandioca, a carne seca e mais algumas coisas como salsinha, cebolinha e nem lembro mais o que.

Comecei a misturar com a mão  e estava pressentindo que aquilo lá estava ficando estranho, não dava liga, não tinha um ovinho, um leite, sei lá, eheheheh. Mesmo assim, como já disse, eu sigo a receita tim tim por tim tim, então, fiz do jeito que estava escrito. A fase final era passar no ovo e na farinha de rosca para depois fritar. Correto, fiz isso, não muito bem feito, e nem muito redondos ficaram os meus bolinhos, mas cheguei à panela com óleo quente.

Coloquei os danados no óleo e começou o engorduramento da cozinha inteira, ah, minha mãe quando chegou, adorou ver óleo até no teto, eheheheh. Finalizado esse processo, havia chegado a hora da verdade: experimentar os benditos bolinhos. 

Bolinho de mandioca com carne seca
Essa é a foto que estava na revista,
os meus não ficaram assim!

Chamei meu namorado e minha mãe para o teste... sabe, no bar eles servem o bolinho de aipim com carne seca, geralmente, com uma pimentinha e um molhinho muito gostoso, só que eu não consegui descobrir do que ele era... foi sem molhinho mesmo. Meu namorado, como uma boa draga, comeu e gostou. Só que minha mãe se atentou para um pequeno, mas importante, detalhe: eu não havia tirado da mandioca uma espécie de ‘fio’ que ela tem, eu sei lá como chama aquilo, o que incomodava na hora de comer.

Pessoal, isso não estava na receita, como é que eu ia saber que esses tais ‘fios’ tinham que ser retirados, poxa vida? Fiquei tão traumatizada com o trabalho que tive e com o resultado que obtive, que, a partir de então, só como bolinho de carne seca com aipim nos botecos e barzinhos da vida!  

Um beijo com gostinho de croquete!  

O beijinho de milho

Dando continuidade às minhas histórias, vamos lá... Essa aventura é do feriado de 09/07, ok, mais de 10 dias atrasada, mas tudo bem, vá lá, essa semana foi muito tensa, me perdoem.

Nesse feriado fomos em uma turminha para Itatiba, na chácara do namorado da minha amiga. A nossa idéia inicial era de, em uma das noites, fazer uma gostosa festa junina, aproveitando o friozinho noturno. Mas, como ficávamos fazendo churrasco o dia todo, não rolou exatamente assim... os quitutes da festa junina foram sendo comidos ao longo do dia. Mas, como já havia prometido a todos que iria fazer o docinho de milho, promessa é dívida!

Esse docinho de milho eu vi no blog da Claúdia, Comfort Food, e fiquei com água na boca , já que sou uma apaixonada por milho de todo jeito. Como aticei as lombrigas de todos, tive que fazer os benditos docinhos. Mas, claro que contei com uma ajudinha da minha prima Paola, companheira de cozinha. Começamos a fazer o doce no começo da noite. Bati o milho com o leite condensado enquanto Paola preparava a panela com a manteiga. Claúdia, nós peneiramos a mistura, achamos melhor para não ouvirmos reclamações posteriores, eheheheheh.

Até aí, tudo bem, jogamos tudo na panela e dá-lhe mexer.... mexer... mexer... até o ponto de brigadeiro, dizia a receita. Santo ponto que não vinha nunca, e como mexemos a bendita mistura... quando achamos que estava bom, desligamos e colocamos em um prato para descansar e esfriar.

Sei lá, calculo que esperamos cerca de uma hora. E lá fomos eu e a Paola para a cozinha novamente para, agora, enrolarmos os beijinhos. Putz, qual não foi nossa surpresa, estava mole, bem mole, muito mole. Ahhhhhhhhhhhhhhhh, imediatamente colocamos no freezer por algum tempo. Dessa vez, eu calculo que foi cerca de uma hora e meia, tive medo que congelasse. Após esse tempo, fomos novamente nos preparar para a 'enrolação'. Passei manteiga na mão, mas não adiantou, nem rolou, começou a grudar tudo.  Lavei com água fria e, adivinhem com o que eu untei minha mão? Açúcar! É isso aí, untei com açúcar e melhorou um pouco a situação, pelo menos deu pra enrolar os docinhos. Paola também sentiu dificuldades, mas juntas vencemos o obstáculo da 'moleza', ehehehehe.

Fazendo docinhos!
Paola e eu no processo de 'enrolação' dos beijinhos

Quando terminamos de enrolar, não claro sem sair ilesas de 'furtos' e 'assaltos' durante a feitura dos docinhos, colocamos mais um pouco no freezer e voi lá: servimos! Minha nossa, que sucesso! Todos elogiaram, aprovaram e pediram bis do docinho de milho da Claúdia. Realmente ficou uma delícia, um tanto moles, mas deliciosos! Apesar de a festa junina não ter saído como planejamos, os quitutes estavam todos show de bola: bolo de milho, queijadinha, cuscuz, amendoim doce, beijinho de milho, hot dog... hummmm... que saudades! Belo feriado.  

A receita, vejam a original aqui!

Docinho de milho verde

1 lata de leite condensado
1 lata de milho verde (sem a água)
1 colher de sopa de manteiga

Bata o milho com o leite condensado no liquidificador. Se não gostar dos bagacinhos do milho pode passar por uma peneira (eu passei). Leve o conteúdo do liquidificador com a manteiga ao fogo e mexa até soltar do fundo da panela (ponto de brigadeiro). Coloque o doce numa travessa untada com manteiga e deixe esfriar. Enrole e passe em açúcar cristal ou côco (eu passei em açúcar normal!), arrume numa forminha e decore com grãos de milho.


Um beijo com gostinho de milho verde cozido! 

Pão com coisa

Olá amigos, desculpem-me as postagens esparsas, mas por conta do feriado e de muito trabalho, deixei o Trivial Fenomenal meio de lado. Prometo estar por aqui com mais freqüência.

Estou aqui apenas para contar uma pequena peripécia dessa semana. Essa semana, em determinado dia, minha mãe preparou bistequinhas de porco para a janta e como sabe que eu não curto muito, deixou filés de frango temperados na geladeira.

"Mãe, mas você sabe que eu também não gosto de filé de frango grelhado, fica seco!". "Então empana!".

Até parece que eu ia chegar mega cansada à noite em casa e ainda ficar empanando filés de frango. Nem a pau, juvenal! Resolvi que faria um cheese-frango ou algo do gênero. E foi o que fiz! Pedi para meu irmão comprar pão quando estivesse chegando em casa e já fui no caminho de volta tentando lembrar tudo o que tinha na geladeira lá de casa. Que fome eu tinha!

Chegando em casa, cortei um tomate em rodelas, alface em pequenas e delicadas tiras e, xiiii, havia esquecido o detalhe do queijo! Não havia queijo mussarela ou prato em casa, só um 'cilindro' (?) de parmesão. Se não tem tu, vai tu mesmo! Peguei o bendito, cortei as rodelas e levei para o microondas para derreter. Parmesão não derrete, fica duro e meio crocante. À essa altura, nem me importava.

Fritei o filé em uma frigideira com um fio de óleo e comecei a montar o pão. Reguei ambos os lados com azeite, coloquei o tomate e o alface temperados apenas com sal, aqueles pedaços crocantes de parmesão derretido e o filé. Dei a primeira dentada!

Sensacional o meu pão com coisa inspirado na Deusa Doméstica. Mais uma vez, esse trivial sem expectativas virou fenomenal. Amei a minha janta! Detesto dormir com fome.

Espero que todos vocês estejam muito bem.

Um beijo com gostinho de pão com coisa!

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Em tempo: hoje almocei um filé de saint pierre com molho de camarões, alcaparras e champignons, com uma porção de arroz e legumes na manteiga, divino. Aonde? No Raspatacho, restaurante aconchegante aqui em Pinheiros!!! Juro que vou tentar descobrir a receita.

O dom de comprar carne

Alguém aí nasceu sabendo qual carne comprar para determinado tipo de prato? E o pior, quanto de carne comprar?!?  Para mim, tudo deveria ser mais fácil, chegaríamos até o açougueiro, simpaticamente, e pediríamos gentilmente: "bom dia moço, hoje vou fazer bife à milanesa, me vê seis bifes, por favor?", ou assim: "olá, hoje farei um belo strogonoff de frango, pode me ver quantidade suficiente que dê para três pessoas?". Ou ainda: "oi, vou fazer um mega churrasco esse fim de semana, me vê carne suficiente para 30 pessoas?".

Pois é, esse problema continua sendo um dos meus terrores: comprar carne no açougue. Por isso, sou tão adepta das receitas, se lá está mandando comprar exatamente 367,5 gramas de patinho moído, é isso que eu faço. Ok, já disse que tenho problemas pra improvisar, sigo tudo tin tin por tin tin e se a carne sugerida não for boa, xiiii, só vou saber quando ficar pronta.  

Quando era criança, lá pelos meus 9/10 anos, minha mãe sempre pedia para ir ao mercadinho ou no açougue para comprar a bendita 'mistura' do dia. E eu sempre pedia para ela me dizer exatamente quanto queria e quais os tipos que poderiam ser comprados: "eu quero 600 gramas de bife, pode ser contra filé, alcatra ou patinho". Como será que ela aprendeu tudo isso? Será que nasceu sabendo?  

Quando eu fiquei 'maiorzinha', com meus 12/13 anos, já me aventura no fogão! O gosto veio desde cedo.  Minha mãe sempre trabalhou fora, então eu ligava pra ela questionando: "mãe, hoje eu quero fazer carne de panela, o que tem que comprar?". E ela prontamente me respondia: "Compre 1,5 kg de miolo de acém, caso não tenha, pode ser coxão duro cortado em cubos e sem gordura". Caracas, era muita informação, levava sempre anotadinho num papel para não errar.

Quando ia ao supermercado com a minha mãe e chegava na parte de carnes, frangos e peixes, ficava maravilhada com tanta variedade. E sabem aquela imagem do boi (ou seria a vaca?!?) todo dividido por partes (os diferentes cortes), cada qual com seu devido nome que colocamos à mesa?! Então, adorava descobrir o que estava comendo no churrasco, picanha, contra filé, filé mignon... "até o bumbum do boi a gente come, uau!", pensava.

Cortes de carne
O boi retalhado!!! Tirei daqui

Depois de passados tantos anos de aventuras na cozinha, continuo com medo de ir ao açougue. Por enquanto, não aprendi muita coisa não. Qual o melhor frango pra fazer assado? Coxa, sobrecoxa, contracoxa, sem coxa, ahhhhhh, enlouqueço! E o pior é que posso comprar gato por lebre facilmente, ou melhor dizendo, patinho por filé mignon.  Os açougueiros me enganam facinho, facinho. Vocês realmente conseguem identificar o corte, só de olhar pra carne e perceber a textura e a cor dela? Não é possível, não dá! Ai, ai, queria ter nascido com esse dom, minha vida na cozinha, certamente, seria um pouco mais simples.

Caso tenham algumas dicas para comprar carne, putz, peço encarecidamente que me digam!

Olhem que página legal, gostei!  Clique aqui.

Um beijo com gostinho de confusão!

Bruschetta a quatro mãos

Olá pra quem me visita. Desculpem-me a demora em postar, mas semana passada foi corrida . Negócios à parte, vamos à aventura de hoje. Nesse fim de semana que passou agora estava programado nosso fondue anual, aquele que já comentei alguns posts atrás, pois bem, o nosso tradicional fondue sempre vem acompanhado de algo extra, porque como também já falei, os jovens têm uma fome de leão!

Fondue
Preparativos para o fondue

Inicialmente optamos pela sugestão da Claudíssima do Comfort Food, um creme de ervilhas com bacon crocante, mas, declinamos da idéia por querermos algo mais rápido. Eu e Maria Clara pensamos juntas e chegamos à idéia de maravilhosas bruschettas. Ok, vocês devem estar pensando: comida italiana com comida francesa, elas são doidas?  É, pode parecer estranho, mas para nós caiu como uma luva, e é isso que importa.

Optamos por duas opções de 'recheio' principal: presunto parma e peito de peru. O mais legal é que nós duas nunca havíamos feito bruschettas em toda vida. Bom, nem sabíamos por onde começar, mas começamos...

Após cortarmos o pão italiano em fatias, palpitei: "É legal regá-las com um fio de azeite, não". Maria falou: "Agora a gente põe o presunta parma? Não sei, mas acho que é, depois vem o queijo e...". E eu me intrometi: "Não, não, vamos colocar os tomates primeiro e a mussarella de búfala por cima para que ela derreta no forno". Por último, veio o orégano e mais um fio de azeite. E foi o que fizemos.

Mesmo com a nossa inexperiência extrema no preparo de bruschettas, chegamos ao fim do processo. Com sucesso, reitero aqui!  Quando todo mundo chegou, colocamos as danadas no forno e, 'voi lá', estavam prontas. Ao colocarmos na mesa, nenhum cidadão teve a coragem de pegar o primeiro pedaço, ok, ok, sobrou pra mim a difícil tarefa, seguida da Maria, fomos as nossas próprias cobaias. Hummmm, que delícia ficaram!

Bruschettas
Nossas bruschettas! Confesso, nem deu tempo
de colocar em uma travessa mais bonita e nem
de tirar enquanto estavam todas na forma.

Arrasamos! Transformamos o tradicional fondue em fenomenal, e dessa vez, muito mais elaborado. Já que em anos anteriores, o acompanhamento chegou a ser, pasmem!, pizza. Apesar da nossa receita de bruschettas ser baseada totalmente no nosso bom senso e paladar apurado, acertamos, e, que o digam os convidados, comeram as três fornadas de lamber os beiços.

Mamma mia má que bruschetta boa! Oui, oui e que fondue de queijo delicioso.

Um beijo com gostinho da nossa bruschetta inventada!

O lendário macarrão pizza

Quando eu tinha lá os meus 14/15 anos (faz tempo!!!) a maior diversão era um feriado para ir pra praia . Éramos em umas seis meninas que quando se juntavam botavam fogo na cidade litorânea, ehehehe. Brincadeiras à parte, teve uma época em que nossos pais já deixavam nós viajarmos sozinhas, sem nenhum adulto 'para tomar conta'. Claro, era tudo por nossa conta e risco também. Por isso, fazíamos um pequeno cardápio antes das viagens pra facilitar as nossas compras no supermercado. Eram, geralmente, coisas bem simples, arroz, salada, lingüiça, hambúrguer, cachorro quente, batata-frita congelada, macarrão com atum, omelete...

E, como a única que sabia cozinhar era eu (hoje em dia algumas delas até arriscam um miojo e um arroz), mandava na cozinha . Na realidade dividíamos bem, tinha umas duas ajudantes, tipo uma que preparava a salada e outra que fazia o suco e eu cuidava do resto, mas também me livrava da louça!

Eis que há muitos anos, num belo dia de sol de algum feriado que não me recordo qual, fui começar a fazer o almoço, e comigo era assim, nada de as dondocas ficarem na praia enquanto eu ralava na cozinha, ficavam todas em casa me dando apoio moral.  Pois bem, eis que fui fazer um bendito de um arroz e coloquei cebola no tempero. Me esqueci completamente que a Maria Clara, mala-sem-alça, não come cebola de jeito nenhum!  Putz, é claro que, como eu sou um pouco brava, elas não reclamaaaaaavam da minha comida, mas nesse dia a Maria deu uma resmungada e, só de vê-la separando as cebolas do arroz fiquei injuriada e bradei: "não cozinho mais". Ok, confesso, sou bem stressadinha , eheheheh! Se fizessem uma salada com pimentão também ia separá-lo.

No dia seguinte, foram para a cozinha fazer o almoço, se não me falha a memória, a própria Maria e mais duas ajudantes. O menu do dia era macarrão pizza. É um tagliarini com mussarella, palmito, tomate e orégano, receita italiana da dona Ângela, uma delícia! Acontece que a falta de experiência na cozinha pesou, eheheh! O resultado não ficou lá essas coisas. Claro que a intenção vale muito, reitero aqui.

O macarrão cozinhou pouco, estava meio duro. Dizem elas, até hoje, que ficou al dente. Mas, aquele al dente não era como o meu. Os 'recheios' do macarrão pizza compensaram, apesar de o palmito estar meio duro. É claro que eu, stressadinha, não consegui ficar quieta. Falei que o macarrão delas estava duro, confesso, sou bem chata.

Sei que desse dia em diante eu comandei a cozinha novamente e nunca mais ouvi ninguém resmungando. E até hoje nós nos divertimos lembrando da história do macarrão pizza (duro!) na praia. Meninas, nossas histórias da praia estão guardadas na memória e no coração . Que tempo bom que não volta nunca mais!

Um beijo com gostinho de pizza portuguesa!  

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Em tempo: estamos organizando um fondue, mas, como os jovens comem demais, ehehehehe, gostaria que vocês me ajudassem a definir algo 'extra' fondue para encher a barriga dos marmanjos, me incluo nessa. Algo que combine com o fondue e não destoe na noite. Sei que posso contar com vocês, experts na cozinha!

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BRASIL, Sudeste, SAO BERNARDO DO CAMPO, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, Gastronomia, Informática e Internet
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